domingo, 29 de maio de 2022

aviões II

 e os aviões

continuam cruzando o meu céu 

norte, sul, leste, oeste

Rio, São Paulo, Brasília, Salvador 

Europa, Paraguai, Chile, Equador

noroeste, sudeste, sudoeste, nordeste

Guiana, Eslovênia, Goiânia

pra onde será?

que na próxima cruzada,

um deles me levará?


(foto by brumbe, em 03/9/19, 

de algum lugar do seu céu)




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

singularidades calendárias

 


Singularidades Calendárias


Haverá apenas um único dia na história da humanidade, pelo menos na Era Cristã, em que todos os relógios digitais, que marcam ano, mês, dia, hora, minuto e segundo, apresentarão exatamente o mesmo número em todas as suas treze posições. 

Este momento histórico, ocorrerá precisamente daqui a 200 anos, às 22h 22m e 22s, do dia 22/2/2222.

E neste dia, este instante de apenas um segundo de duração será absolutamente único em toda a nossa história!

É óbvio que isto já ocorreu, e de forma ainda mais perfeita, no ano 1111, no dia 11/11 às 11:11:11, mas naquela época não havia relógio digital. E, como os dias terráqueos só têm 24 horas, isto jamais ocorrerá novamente! Nem em 3333 nem depois. 

Talvez, apenas nos ainda mais longínquos anos de 11.111 22.222, 111.111, 222.222... 

Mas, será que até lá ainda teremos relógios digitais?! Dias de 24 horas?! E mesmo o planeta ou nós ainda estaremos aqui?! rsrsrs

Quem viver lá, ou quem pegar o Expresso do Gil, verá! 


(observação térmica importante: apesar de a temperatura estar mais relacionada ao espaço e ao clima do que ao tempo,   vamos torcer para que daqui a 200 anos, neste instante, o termômetro esteja marcando exatamente 22°, pois, assim, teremos mais dois dois nesta linda e singularissima sequencia de dois, rsrsrs) 


(e que também seja numa terça-feira, que é o 2o. dia da semana, rsrsrs)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

aimeudeusdoceu...

 deuses são escolhas:

eu excluo, ou não, os meus,

e você escolhe os seus.

domingo, 9 de janeiro de 2022

caminhando na chuva

 caminhando na chuva 


em dias assim 

é bom caminhar assim

só assim

chuva na cabeça 

enxurrada nos pés

sem o sol pra esquentar 

sem paisagens pra desnortear

sem leste, sul ou oeste

o foco no centro

na alma 

deixar as estradas exteriores

penetrar os caminhos interiores

é bom caminhar

por dias

assim



walking in the rain 


on days like these

it's good to walk like this

just like this

rain on the head

flurry in the feet

without the sun to heat

no landscapes to bewilder

no east, south or west

the focus in the center

in the soul

to leave the outer roads

to penetrate the inner paths

it's good to walk

for days

like these 


(foto obtida no facebook)


domingo, 26 de setembro de 2021

tempo

quanto mais velhos ficamos, 

menos tempos temos.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

um olhar sobre o mar


 

Estes lindos panoramas marítimos que as minhas belas janelas nordestinas, de João Pessoa e de Recife, têm me proporcionado, me fazem lembrar aquela tão simples, profunda e famosa estória que o Eduardo Galeano, grande escritor uruguaio, gosta muito de contar.
É a do pai que leva o filho, ainda criança, para ver o mar pela primeira vez, e o menino, ao se deparar com toda aquela magnífica imensidão oceânica, fica tão maravilhado e estupefato que só consegue falar:
- Pai, me ajuda a olhar!
Pois eu estou aqui hoje que nem aquele menino: precisando urgentemente de alguém que me ajude a olhar para todo esse mar! Ele é muito para mim só, preciso dividir, compartilhar, isso com alguém.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Tambaú


 

Tambaú 

O primeiro livro de Geografia do Brasil que eu tive, aos 7 ou 8 anos de idade, na escola primária, apresentava, destacadamente, as Regiões, os Estados e as capitais estaduais do Brasil. 

Havia fotos de atrações ou pontos de referência de cada uma das cidades: o Pão de Açúcar, no Rio, o prédio do Banespa, em SP, a igrejinha da Pampulha, em BH, o elevador Lacerda, em Salvador... 

E, de João Pessoa, havia, para mim a sempre fantasiosa, enigmática e misteriosa, foto aérea do hotel Tambaú. 

Não tinha outro jeito nem escapatória, toda vez que abria o livro eu sempre me deparava com ela: aquela imensa roda, aquele prédio circular em forma de uma roda completa, plantado à beira-mar, me desafiando e instigando a minha imaginação (parecia mais era uma nave espacial, um disco voador, pousado em terra). 

E, hoje, 60 anos depois, eu fui, enfim, caminhar na praia do Tambaú, que fica aqui pertinho, logo ao sul da Manaíra. 

E passei, pela praia, bem ao lado do misterioso e majestoso prédio, na pequena faixa de areia entre as suas grandes colunas cônicas de concreto e as ondas do mar, que nelas batem nas marés cheias.

Na verdade, eu já tinha passado por ali dias antes, rapidinho. Mas, hoje, como bom mineiro, passei mais devagar, devagarinho, sem ligeireza, na calma, na moleza, de modo a poder bem apreciar a coisa, o trem.

(o hotel tá fechado e meio abandonado, quase em ruínas. mas, dizem que vai ser restaurado e reaberto brevemente. tomara que sim!) 

Lembrei, e deu saudade, do meu primeiro livro de Geografia do Brasil.


(fotos obtidas no facebook) 

(projeto do arquiteto Sérgio Bernardes)